terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Projeto " A hora e a vez da Leitura" EEAA


Culminância do Projeto " A hora e a vez da leitura" que teve como objetivo desenvolver o hábito da leitura prazerosa.
Subtemas:
1º ano - Cantigas de roda e textos de memória
2º ano- Contos de fadas
3º ano - O mundo encantado de Monteiro Lobato
4º ano A- Fábulas
4º ano B - Poesia
5º ano A- Quadrinhos que contam história- Maurício de Souza
5º ano B - Histórias de Ziraldo
6º ano - Contando contos
EJA - Encantando com cordel

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Projeto Um Canto e Uma Viola

A Escola Estadual Antonio de Azevedo desenvolve o projeto de música: Um Canto e Uma Viola desde 2010. Nesse ano de 2011 o chefe da 10ª DIRED Sr. Petrúcio Ferreira conseguiu 20 violões para a escola com o objetivo de ampliar a participação dos alunos.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Projeto Atitude e Consciência - EEAA

Sub tema desenvolvido pela Professora Isabel Siqueira do 5º ano. Atividades do projeto sobre o meio ambiente.


Projeto UCA na EEAA - Trabalhos realizados

Atividades pedagógicas utilizando o laptop do Projeto UCA


Aula passeio realizada na turma do 2º Ano da professora Maria José. Tema: Capturando imagens. Objetivo: Capturar imagem usando a webcam do laptop e produzir textos a partir das imagens capturadas.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Portfólio do Projeto UCA na EE Antonio de Azevedo - Jardim do Seridó/RN

Portfólio Projeto UCA

            O Projeto UCA- Um Computador por Aluno- na Escola Estadual Antonio de Azevedo teve início no mês de novembro de 2007, quando um grupo de representantes da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura visitou a instituição, apresentou o Projeto e o Termo de Adesão que foi assinado pelos professores, gestores e funcionários. Na ocasião, foi explicado que a escola faria parte de um projeto piloto do MEC, onde somente haviam sido contempladas 05 escolas da Rede  Estadual de Ensino e que entre os critérios de seleção estava o fato de na escola haver um número d até 500 alunos matriculados. Estava na direção da escola o Professor Mário Fernandes Sobrinho e a professora Vânia Medeiros de Araújo e para coordenar o projeto na escola, a Professora Maísa Maria dos Santos Guilherme.
            Em setembro de 2010, a escola começou a receber os equipamentos para dar início ao Projeto. Os equipamentos constam de 530 laptops educacionais e  rede wireless para captar sinal de internet na escola.
            Em novembro de 2010 foi iniciado o Curso de Capacitação para os Multiplicadores e Coordenadores do Projeto. O Curso é ministrado pela IES formadora UFRN, que está vinculada a IES global UFC.
            Ainda em novembro de 2010, a coordenadora do Projeto UCA na escola foi convidada para participar de um Workshop de Disseminação do Projeto em Salvador – BA, onde os estados que participaram do Projeto Pré Piloto do MEC, repassariam a experiência para os estados do Projeto Piloto, do qual o Rio Grande do Norte faz parte.
            Em dezembro de 2010, foi realizado o primeiro encontro de formação na escola onde estiveram presentes a equipe da UFRN, representada pela professora Ruth Alves e pela professora Bartira. Também estiveram presentes as multiplicadoras do NTE José Augusto de Caicó RN, Sônia Maria Pereira e Célia Fonseca de Lima além dos professores, gestores e funcionários. Após esse encontro, foi lavrado o Termo de Compromisso e os professores e funcionários receberam o laptop que fariam uso no decorrer do curso e das atividades educativas realizadas na escola.
            Em 14 de dezembro de 2010, com duração de 05 horas, foi iniciado o Curso de Formação com os professores e funcionários que contemplou as atividades iniciais do Módulo de Apropriação Tecnológica. Na oportunidade trabalhou-se a História do Linux. Área de Trabalho do Metasys e seus componentes, Gerenciador de arquivos e Tuxpaint conforme plano de aula abaixo:
           
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – SEDIS
PROJETO UM COMPUTADOR POR ALUNO - UCA/RN
ESCOLA ESTADUAL ANTÔNIO AZEVEDO – JARDIM DE SERIDÓ-RN
1º ENCONTRO – FORMAÇÃO DOS PROFESSORES
Formadoras: Sônia Maria Pereira e Célia Fonsêca de Lima
Coordenadora do UCA na Escola: Maisa Maria dos Santos Guilherme

14/12/2010

PLANO DIÁRIO

1º Momento - Abertura
1.                  Mensagem de Sensibilização - Sônia
1.                  Apresentação dos participantes – Dinâmica: Diga seu nome e quais as suas expectativas quanto a utilização do uquinha em sua metodologia de trabalho. - Célia

2º Momento – Conhecendo o Uquinha
2.1. Apresentação do Linux – Ver história do Linux em Temática 1 > Linux > pág 3. - Ver vídeo sobre distribuições Linux -  Temática 1 > Linux > pág 4 - Célia
2.2. Iniciar o computador com o metasys Clasmate -  Célia
1.                  Layout da área de trabalho – Display Switcher (forma de apresentação dos ícones na tela).
2.3. Os componentes do Metasys Classmate - Sônia
1.                  Mostrar os seus componentes – Barra de tarefas
2.                  Abrir o Tux Paint para trabalhar touchpad
Como:
Metasys>em pesquisar digite Tux Paint>enter
Obs.: Usar o Display Switcher no modo compactado

- Discussão sobre o aplicativo – Em que podemos usar interdisciplinarmente o Tux Paint - Sônia

- Sugestão: Criar uma historinha utilizando os recursos do tux paint e utilizá-la para explorar o conteúdo curricular.

2.4. Tarefinha – Elaborar um plano de aula interdisciplinar utilizando o aplicativo Tux Paint.

2.5. Marcar a data do nosso próximo encontro (Semana pedagógico).

2.6. Avaliação do encontro: (receber) - Célia
a) O que aprendi?
b) Quais as minhas dificuldades?
c) Sugestões
2.7. Lista de presença.
Obs.: Programa - é uma coleção de instruções que descrevem uma tarefa a ser realizada por um computador.
Hardware - é a parte física do computador, ou seja, é o conjunto de componentes eletrônicos, circuitos integrados e placas, que se comunicam.
Aplicativos – são os editores de textos, as planilhas, etc

Jardim de Seridó/RN, 14 de Dezembro de 2010
Avaliação do segundo encontro (anexo 2)
Na sala de aula, os laptops começaram a ser usados no mês de março de 2011 com os alunos do ensino fundamental dos anos iniciais. Foram realizadas atividades de apropriação tecnológica em todas as turmas e algumas atividades com jogos pedagógicos e do aplicativo Tux paint. Nesse primeiro contato foram apresentadas para os alunos informações sobre o Projeto UCA no Brasil e no Rio Grande do Norte. Em seguida, trabalhou-se a apresentação da máquina e algumas informações importantes sobre conservação, zelo, manutenção. Como atividade pedagógica foi apresentada a exploração da máquina e os jogos antes citados, conforme descrição abaixo:

Plano de aula do UCA/EEAA
Objetivos: Apresentar o Projeto UCA aos alunos;
                  Propiciar ao aluno a apropriação tecnológica do uquinha;
                  Utilizar a  máquina como recurso pedagógico na sala de aula.

1.                  Orientações gerais
2.                  O que é o UCA
3.                  A quem se destina
4.                  Quem são os participantes
5.                  Como se desenvolve na escola
6.                  Conhecendo a máquina e os aplicativos
7.                  Vocabulário dos aplicativos
8.                  Trabalhando com imagens ( conhecendo a câmera)
9.                  Trabalhando com jogos ( homem batata)
10.              Produção de texto


ANEXO 4






            Na experiência realizada nas séries iniciais do ensino fundamental, percebeu-se que os alunos não demonstraram dificuldades em manusear a máquina. Eles sabiam onde abrir, onde ligar, utilizaram o menu na página inicial para acessar a câmera, ver as fotos e realizar outras atividades. As dificuldades apresentadas foram apenas na busca do aplicativo de jogos e tux paint que a maioria dos alunos não conseguiam localizar o que estava sendo pedido. Já na experiência realizada na turma de EJA – 4º período, onde a professora solicitou uma atividade de busca no google para comparar paisagens naturais e paisagens culturais, os alunos tiveram dificuldades no manuseios. Eles não sabiam em que lado abriam a máquina e alguns não sabiam onde ligava. O espaço pequeno do teclado também dificultou o manuseio. Como o adulto tem as mãos maiores e estão acostumados a realizarem atividades que exigem força, eles sempre apertavam as teclas erradas, fechavam o programa sem querer e pediam ajuda constante da professora.
           



ANEXO 5: PLANO DE AULA DA FORMAÇÃO
ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO, CULTURA E DOS DESPORTOS
NÚCLEO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL JOSÉ AUGUSTO - CAICÓ – RN
ESCOLA ESTADUAL ANTÔNIO DE AZEVEDO – JARDIM DO SERIDÓ/RN

PROUCA - UFRN
PROFESSORAS FORMADORAS:
CÉLIA FONSÊCA DE LIMA
SÔNIA MARIA PEREIRA
MAISA MARIA DOS SANTOS GUILHERME

PLANO DIÁRIO
18/05/2001
MENSAGEM DE REFLEXÃO – TERAPIA DO ELOGIO
PROPOSTA PEDAGÓGICA DO DIA
- Apresentação em Slides:
1.                  Construção de um Jornal Escolar
- O que é um jornal escolar?
- Partes que compõem um jornal escolar

- Entregar a apostila

METODOLOGIA
1.                  Discussão com o grande grupo
2.                  Dividir a turma em dois grandes grupos:
- Um trabalha o JORNAL MURAL  e o outro O JORNAL INFORMATIZADO – G-A - G-B
- Formam-se subgrupos de forma que cada um ficará responsável para a edição das partes que compõem um jornal escolar:

1. Reportagens
2. Entrevistas
3. Críticas
4. Serviços
5. Editorial
6. Anúncios
7. Enquetes, pesquisa de opiniões
8. Artigos

3.                  Pedir que tragam para o próximo encontro reportagens, entrevistas, charges, fotos, artigos, matérias, nome para o jornal, etc.


APRESENTAÇÃO DO APLICATIVO KWORD
1.     Abrindo o aplicativo Koffice kword -  http://e-proinfo.mec.gov.br/eproinfo – Módulo Apropriação Tecnológics – Temática 1/ kword - Veja mais sobre os recursos deste editor de textos no Tutorial Kword (Clique aqui) que preparamos para você.

1.     Um editor de textos tem como função criar e editar textos. Com sugestões pedagógicas, pode-se trabalhar a gramática, vocabulário, ortografia, concordância verbal, nominal, redação entre outros.

Funções do Kword

AVALIAÇÃO
AVALIAÇÃO

• O que já trabalhamos com o UCA?  Relato oral: registro (Vídeo no UCA)
• O que aprendi?
• Quais as minhas dificuldades?
• Sugestões

REFERÊNCIAS:
Retirado do site: http://goiasnet.globo.com/educacao/enquete.html


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Quando se ama

Quando se ama tudo é bom!
O calor é bom, o frio é bom,o sol é bom, o luar é bom, o dia é bom, o anoitecer
É bom e o amanhecer também.
Tudo é bom
O chegar, o sair
O ir , o vir
Enfim, tudo.
Só quem ama vê o bem em tudo, até mesmo nas adversidades,
Que com toda dificuldade, tira proveito
E usa tudo como um degrau para seu crescimento,
Independente de perder ou ganhar
Tudo é bom quando se consegue amar.
Amar o que faz e o que não faz,
Simplesmente viver sem julgar, sem temer.
Simplesmente viver!!!

Lindinho s2

Meus poemas ...

Um poema pra você


Escrevi seu nome num cantinho
do meu caderno pequenino de lembranças
e você veio chegando de mansinho
e foi, de um sopro a um redemoinho
me enchendo o coração de esperança


Dizem que a esperança não morre
e espero que seja mesmo assim
como um fio, uma luz que me socorre
como lágrima que sem querer escorre
é como você vive em mim

O meu peito por você bate mais forte
acelera, grita, sofre, chora
e quando passa um ventinho lá do norte
Eu rezo para eu ter um pouquinho mais de sorte
E que ele traga você a qualquer hora

Escrevi esse monte do bobagem
Às vezes real, às vezes miragem
Pra lhe dizer que o amo mesmo assim
Que você nunca vai sair daqui de mim
Não é só uma ilusão, uma passagem.


Maísa

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Projeto UCA na EE Antonio de Azevedo - Jardim do Seridó

O Projeto Uca na Escola Estadual Antônio de Azevedo está caminhando muito bem. Isso não significa dizer que não temos dificuldades e impecilhos, mas sim que o nosso desafio é apesar de todos os obstáculos, fazer o projeto funcionar em prol da aprendizagem dos alunos. Veja algumas de nossas atividades usando o lap top na sala de aula.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Tecnologia e educação: parceria necessária


Tecnologia e educação: parceria necessária

Entende-se que tecnologia é todo e qualquer produto capaz de tornar mais prática a vida do homem. Tem-se conhecimento de que o primeiro produto tecnológico que o homem criou foi o fogo.  Daqueles tempos até os nossos dias, muita coisa tem sido feita para que a humanidade  viva com mais praticidade.
No que se refere à  educação, as tecnologias devem estar a serviço da melhoria do processo de ensino e aprendizagem. Assim, pode-se considerar como recurso tecnológico, o quadro – negro, o flanelógrafo, o quadro de pregas, o mimeógrafo, a copiadora, o computador a impressora, os livros, entre outros.
Não é necessário que a escola tenha equipamentos tecnológicos de última geração para desenvolver práticas pedagógicas inovadoras. Qualquer recurso que facilite a mediação entre professor e aluno, entre informação e conhecimento, pode ser considerado uma inovação tecnológica.
            Nesse sentido,  Kenski .(2003), argumenta que  a evolução tecnológica não se restringe aos novos usos de equipamentos ou produtos, mas aos comportamentos dos indivíduos que interferem e repercutem nas sociedades, intermediados, ou não, pelos equipamentos. Portanto, entendemos como tecnologias os produtos das relações estabelecidas entre sujeitos com as ferramentas tecnológicas que têm como resultado a produção e disseminação de informações e conhecimentos.
            Assim, é pertinente dizer que nenhuma tecnologia, antiga ou nova, promoverá nenhuma mudança sozinha. Essa mudança passa muito mais pelo querer do professor e da escola. É preciso que haja o envolvimento de todos,  que esteja explícito no projeto político –pedagógico a inclusão das tecnologias como recurso pedagógico para que se possa assegurar que essa transformação realmente se concretize
Percebe-se nesse contexto que a escola está frente ao  desafio de trazer para seu cotidiano  as informações presentes nas tecnologias e as próprias ferramentas tecnológicas, articulando-as com os conhecimentos escolares e propiciando a interlocução entre os indivíduos. No dizer de Porto (2003)  e Marcolla (2004), os saberes veiculados por esses novos recursos tecnológicos, se trabalhados em perspectiva comunicacional, garantem transformações nas relações vivenciadas no cotidiano escolar.
No entanto é pertinente dizer que as novas (e velhas) tecnologias podem servir tanto para inovar como para reforçar comportamentos e modelos comunicativos de ensino.  A simples utilização de um ou outro equipamento não pressupõe um trabalho educativo ou pedagógico. No entender de Orozco (2002), o “tecnicismo por si só não garante uma melhor educação. [...] se a oferta educativa, ao se modernizar com a introdução das novas tecnologias, se alarga e até melhora, a aprendizagem, no entanto, continua uma dúvida” (p. 65). Para o autor, não são os recursos tecnológicos ou a tecnologias da informação e comunicação que garantem a qualidade da aprendizagem. Esta vai muito além do recurso utilizado. Deve estar explícita no projeto pedagógico da escola e ser o objetivo comum de todos os que fazem a unidade de ensino.
Outro ponto a ser considerado no que se refere ao  potencial educativo das tecnologias, é a questão da formação docente, pois embora os novos recursos tecnológicos pressuponham rapidez, recepção individualizada, interatividade e participação, hipertextualidade, realidade virtual entre outros, se o docente não estiver em processo de formação continuada, habilitando- se e desenvolvendo competências  para operacionalizar esses recursos, eles se tornam obsoletos e nenhuma mudança procederá no processo de ensino aprendizagem.
Sobre a formação docente, Porto (2006) argumenta que:


A formação docente, segundo a pedagogia da comunicação, é responsabilidade não só da academia, mas do espaço onde a ação acontece. Uma formação, neste sentido, está aberta novas experiências, novas maneiras de ser, de se relacionar de aprender, estimulando capacidades e ideias de cada um; proporcionando vivências que auxiliem professores e alunos a desenvolverem a sensibilidade e a refletirem e perceberem seus saberes (de senso comum) como ponto de partida para entender, processar e transformar a realidade.


            Isso significa dizer que, mesmo que os docentes não tenham tido na academia uma formação, uma preparação para o uso das novas tecnologias como recurso pedagógico, o espaço de  formação para essa ação deve ser a própria escola. É na troca de experiências, no fazer, no experimentar nas vivências que a formação acontece e interfere na realidade posta.
            A autora sugere que a formação docente para o uso das tecnologias da informação e da comunicação, deve ser embasada numa pedagogia que estabeleça comunicação escolar com os conhecimentos, com os sujeitos e seus contextos, considerando os meios de comunicação. Dialoga-se com os meios, em vez de falar deles (Porto, 2000). Assim,  ela sugere que, em sua complexidade, pode-se dizer que a pedagogia da comunicação é uma abordagem pedagógica processual, que circula entre os sujeitos e os meios tecnológicos a partir de relações entre o senso comum e a ciência, a ação e a reflexão, a razão e a sensibilidade, a objetividade e a subjetividade, o coletivo e o individual, o convencional e o não-convencional.
            Outro ponto que deve ser considerado na relação escola e novas tecnologias é o fato da escola parecer estar sempre voltada para o passado. Como  já foi dito anteriormente, as novas tecnologias da informação e da comunicação trazem para a escola informações imediatas, em tempo real que não podem ser ignoradas. Assim, um outro desafio que se põe ao uso dos recursos tecnológicos nas instituições de ensino  é que os professores reconheçam que já não são os detentores da transmissão de saberes e aceitem que as novas gerações têm outros modos de aprendizagem, baseados em estruturas não lineares, completamente diferentes da estrutura sequencial em que assentam os saberes livrescos tradicionais.
            Os docentes são chamados a compreender que uma nova pedagogia já está sendo inventada  e que esta nova pedagogia concebe as tecnologias como meios, linguagens ou fundamentos das metodologias e técnicas de ensino, sem esquecer de considerá-las como objeto de estudo e reflexão, assegurando sua integração crítica e reflexiva aos processos educacionais.
Pode dizer que o fundamento dessa nova pedagogia deve ser a pesquisa, como mecanismo central do processo de construção do conhecimento, do qual professores e alunos participem criativamente, redefinindo radicalmente os papéis e as relações entre eles e potencializando de modo inédito a construção coletiva do conhecimento.
A nova pedagogia deve permitir a apropriação dos saberes e das técnicas, incorporando-os à escola de modo a valorizar a cultura dos alunos e a criar oportunidades para que todas as crianças tenham acesso a esses meios de comunicação. Humanizar as máquinas de comunicar, dominá-las, sujeitando-as aos princípios emancipadores da educação, eis aí mais um desafio que está posto. ( BELLONI, 1998)
            Deve-se atentar para o fato de que se treinar professores em cursos intensivos e de se colocar equipamentos nas escolas não significa que as novas tecnologias serão usadas para melhoria da qualidade do ensino. Em escolas informatizadas, tanto públicas como particulares, tem-se observado formas de uso que podem ser  chamadas de inovação conservadora. Essa inovação é caracterizada pelo uso de uma ferramenta cara e sofisticada  na realização de tarefas que poderiam ser feitas, de modo satisfatório, por equipamentos mais simples (atualmente, usos do computador para tarefas que poderiam ser feitas por gravadores, retroprojetores, copiadoras, livros, até mesmo lápis e papel). São aplicações da tecnologia que não exploram os recursos únicos da ferramenta e não mexem qualitativamente com a rotina da escola, do professor ou do aluno, aparentando mudanças substantivas, quando na realidade apenas mudam-se aparências.
            Assim, não se pode dizer que o ensino é de qualidade numa determinada instituição apenas porque esta possui laboratório de informática com equipamentos sofisticados ou porque faz parte das estratégias metodológicas adotadas pelos professores o uso de slides, filmes, vídeos, músicas, trabalhos digitados e digitalizados, entre outras, se, concomitante ao uso dessas estratégias e recursos não está presente a reflexão sobre a ação. Se este trabalho se limita a mera exposição por parte do professor e assimilação por parte de alunos passivos, configura-se a mesma educação tradicional, bancária e unilateral tão criticada pelo educador Paulo Freire.
Apesar disso, a escola não pode ficar alheia a todo o aparato tecnológico que invadiu a sociedade atual.  Se queremos educação de qualidade, uma boa infraestrutura torna-se cada vez mais necessária, no entanto, a reflexão, a mudança de postura de toda a comunidade escolar com relação a essa infraestrutura e esses recursos é elemento primordial.
Um projetor multimídia com acesso a Internet permite que o professores e alunos mostrem simulações virtuais, vídeos, jogos, materiais em CD, DVD, páginas WEB ao vivo. Serve como apoio ao professor, mas também para a visualização de trabalhos dos alunos, de pesquisas, de atividades realizadas no ambiente virtual de aprendizagem (um fórum previamente realizado, por exemplo). Podem ser mostrados jornais on-line, com notícias relacionadas com o assunto que está sendo tratado em classe. Os alunos podem contribuir com suas próprias pesquisas on-line. Há um campo de possibilidades didáticas até agora pouco desenvolvidas, mesmo nas salas que detêm esses equipamentos.
Essa infraestrutura deve estar a serviço de mudanças na postura do professor, e é aí que reside o desafio: o docente deve sair do papel de repassador de conhecimento para produtor. Os recursos devem  ajudá-lo, de um lado, na organização do caos informativo, na gestão das contradições dos valores e visões de mundo, enquanto, do outro lado, o professor provoca o aluno, o “desorganiza”, o desinstala, o estimula a mudanças, a não permanecer acomodado na primeira síntese.
Do ponto de vista metodológico o professor precisa aprender a equilibrar processos de organização e de “provocação” na sala de aula. Uma das dimensões fundamentais do educar é ajudar a encontrar uma lógica dentro do caos de informações que temos, organizar numa síntese coerente (mesmo que momentânea) das informações dentro de uma área de conhecimento. Compreender é organizar, sistematizar, comparar, avaliar, contextualizar. Uma segunda dimensão pedagógica procura questionar essa compreensão, criar uma tensão para superá-la, para modificá-la, para avançar para novas sínteses, novos momentos e formas de compreensão.
            Tem-se ainda o desafio de transformar a informação veiculada nos meios de comunicação em conhecimento. No mundo inteiro o rádio e a TV e mais recentemente os computadores invadiram o dia a dia da escola. O desafio das unidades escolares  hoje é preparar os alunos para enfrentarem o mundo do trabalho. Mesmo antes de chegarem à escola, as crianças recebem informações em suas casas. O educador não pode se neutralizar diante da forte influência lançada pela mídia, é necessário cuidado. Afinal, informação não é sinônimo de conhecimento.
É importante que educador e educando aprendam a selecionar as informações apropriadas, verificando e identificando suas proveniências, quem as criou, divulgou-as e qual a intenção das mesmas.
Entretanto, torna-se necessário relacionar teoria e prática para que possamos perceber nos mais diversos meios das tecnologias a importância de avançarmos enquanto educadores e educandos. Dessa forma, o uso da tecnologia vem proporcionar a todos uma nova forma de pensar e de transformar diante desse novo mundo globalizado.
Por tudo isso pode-se dizer que

As instituições educacionais enfrentam o desafio não apenas de incorporar novas tecnologias como conteúdos de ensino mas também mas também reconhecer a partir das concepções que os aprendizes têm sobre essas tecnologias para elaborar, desenvolver e avaliar práticas pedagógicas que promovam o desenvolvimento de uma disposição reflexiva sobre os  conhecimentos e os usos tecnológicos. ( MERCADO,2002)
REFERÊNCIAS:
BELLONI, M.L. Tecnologia e formação de professores. Rumo a uma pedagogia pós-moderna? Educação & Sociedade, Campinas: Cedes, 1998, nº 65.   
KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e ensino presencial e a distância. Campinas: Papirus, 2003.
MARCOLLA, Valdinei. A inserção das tecnologias de informação e comunicação no espaço de formação docente na UFPEL. Pelotas: UFPEL/Faculdade de Educação, 2004.
OROZCO, Guilhermo G.. Comunicação, educação e novas tecnologias: tríade do século XXI. Comunicação e Educação, São Paulo, n. 23, p. 57-70, jan./abr. 2002.
PORTO, Tania M. E. A comunicação na escola e a formação do professor em ação. In: (Org.). Redes em construção: meios de comunicação e práticas educativas. Araraquara: JM Editora, 2003.